MARCAS QUE NUNCA SE FORAM

Fusões, aquisições e fatores externos – direitos autorais, patentes – são determinantes para a extinção de uma marca. Na ciranda do “extermínio”, um dos casos mais conhecidos foi o da empresa Kolynos, fabricante de creme dental. Nascida em 1902, teve a “morte” decretada em 1997, por determinação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). A instituição temia que a empresa Colgate-Palmolive, detentora da Kolynos, passasse a monopolizar esse segmento higiene pessoal no País. Na época, a Kolynos teve de sair de cena. Em substituição, criou-se a Sorriso.

De acordo com o sócio-consultor da Top Brands, Marcos Machado, as marcas deixam um legado na memória do consumidor, independente do período de existência. “Assim como a Kolynos, a Varig tem uma lembrança muito forte junto ao público. Algumas pessoas ficaram ‘viúvas’, mas continuam no mercado comprando produtos”, destacou.

Se o processo de superação parece mais fácil para o público, na esfera empresarial a situação se torna mais complexa. Com a ausência da marca extinta, o poder de fogo da companhia tende a se enfraquecer perante o consumidor, o que pode ocasionar a fuga de uma parcela dos clientes fidelizados há anos para concorrentes. “É o melhor momento para a concorrência atacar esses consumidores órfãos”, afirma o professor de marcas da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), Marcos Bendendo.

Plano de transição

Uma das soluções apontadas por Marcos Machado para reverter esse processo no caminho até o jazigo empresarial é fazer um plano de transição, assimilando características da antiga marca. “Trata-se de um desafio, um novo jogo. A empresa terá de absorver os valores e elementos da marca anterior, não apenas criar uma nova logo”, ressalta.

Os elementos transferidos, segundo ele, são a qualidade, personalidade, capital humano, rede de relacionamento e as experiências positivas geradas durante a vivência da marca extinta. “Pode ser o sabor, a confiança, etc. Dependerá do significado que a marca possuía”. Marcos cita o exemplo dos bancos Itaú e Unibanco. “Duas marcas que conseguiram aliar, por meio de simbiose, elementos próprios de cada uma”.

Para que o produto tenha ligação com a marca anterior, correlacionar permite fôlego no mercado, dá sustentabilidade à marca e auxilia na propulsão das vendas. “É crucial para o portfólio da empresa correlacionar a marca em razão do espaço que se quer manter. Isso precisa estar em evidência para o público. As propagandas similares e os spots do produto antigo reforçam o marketing de aceitação”, destacou o professor de Marketing da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Roberto Gondo.

Fonte http://www.opovo.com.br/app/opovo/economia/2014/05/09/noticiasjornaleconomia,3248104/marcas-que-nunca-se-foram.shtml

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Constantemente surge a pergunta:

Sou Micro empreendedor, Sou pessoa Jurídica, Sou pessoa Física (qual minha atividade)?

Minha Marca é Coletiva, serviço / Produto, Mista, nominativa, figurativa, tridimensional, etc…?

E a publicação, onde eu vejo? Como sou avisado de que solicitaram marca igual?

Sempre lembro que é necessário ter conhecimento técnico na área; É extremamente recomendável procurar um profissional competente e habilitado para tal. De dez empresas e pessoas físicas, nove têm dúvidas relacionadas aos requisitos para o registro de marcas no Instituto Nacional de Propriedade Industrial – INPI.

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Proteção

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A MARCA de sua empresa é um PATRIMÔNIO!!
Este patrimônio, está exposto em todos os momentos, quer seja na relação com seu CONSUMIDOR, quer seja em relação ao seu CONCORRENTE!

O REGISTRO de MARCA não é uma mera formalidade burocrática, é NECESSÁRIO e IMPRESCINDÍVEL para garantir este patrimônio.

Lei de Marcas – Um breve resumo

“…TÍTULO III DAS MARCAS

CAPÍTULO I
DA REGISTRABILIDADE

Seção I
Dos Sinais Registráveis Como Marca

Art. 122. São suscetíveis de registro como marca os sinais distintivos visualmente perceptíveis, não compreendidos nas proibições legais.

Art. 123. Para os efeitos desta Lei, considera-se:

I – marca de produto ou serviço: aquela usada para distinguir produto ou serviço de outro idêntico, semelhante ou afim, de origem diversa;

II – marca de certificação: aquela usada para atestar a conformidade de um produto ou serviço com determinadas normas ou especificações técnicas, notadamente quanto à qualidade, natureza, material utilizado e metodologia empregada; e

III – marca coletiva: aquela usada para identificar produtos ou serviços provindos de membros de uma determinada entidade.

Seção II
Dos Sinais Não Registráveis Como Marca

Art. 124. Não são registráveis como marca:

I – brasão, armas, medalha, bandeira, emblema, distintivo e monumento oficiais, públicos, nacionais, estrangeiros ou internacionais, bem como a respectiva designação, figura ou imitação;

II – letra, algarismo e data, isoladamente, salvo quando revestidos de suficiente forma distintiva;

III – expressão, figura, desenho ou qualquer outro sinal contrário à moral e aos bons costumes ou que ofenda a honra ou imagem de pessoas ou atente contra liberdade de consciência, crença, culto religioso ou idéia e sentimento dignos de respeito e veneração;

IV – designação ou sigla de entidade ou órgão público, quando não requerido o registro pela própria entidade ou órgão público;

V – reprodução ou imitação de elemento característico ou diferenciador de título de estabelecimento ou nome de empresa de terceiros, suscetível de causar confusão ou associação com estes sinais distintivos;

VI – sinal de caráter genérico, necessário, comum, vulgar ou simplesmente descritivo, quando tiver relação com o produto ou serviço a distinguir, ou aquele empregado comumente para designar uma característica do produto ou serviço, quanto à natureza, nacionalidade, peso, valor, qualidade e época de produção ou de prestação do serviço, salvo quando revestidos de suficiente forma distintiva;

VII – sinal ou expressão empregada apenas como meio de propaganda;

VIII – cores e suas denominações, salvo se dispostas ou combinadas de modo peculiar e distintivo;

IX – indicação geográfica, sua imitação suscetível de causar confusão ou sinal que possa falsamente induzir indicação geográfica;

X – sinal que induza a falsa indicação quanto à origem, procedência, natureza, qualidade ou utilidade do produto ou serviço a que a marca se destina;

XI – reprodução ou imitação de cunho oficial, regularmente adotada para garantia de padrão de qualquer gênero ou natureza;

XII – reprodução ou imitação de sinal que tenha sido registrado como marca coletiva ou de certificação por terceiro, observado o disposto no art. 154;

XIII – nome, prêmio ou símbolo de evento esportivo, artístico, cultural, social, político, econômico ou técnico, oficial ou oficialmente reconhecido, bem como a imitação suscetível de criar confusão, salvo quando autorizados pela autoridade competente ou entidade promotora do evento;

XIV – reprodução ou imitação de título, apólice, moeda e cédula da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Territórios, dos Municípios, ou de país;

XV – nome civil ou sua assinatura, nome de família ou patronímico e imagem de terceiros, salvo com consentimento do titular, herdeiros ou sucessores;

XVI – pseudônimo ou apelido notoriamente conhecidos, nome artístico singular ou coletivo, salvo com consentimento do titular, herdeiros ou sucessores;

XVII – obra literária, artística ou científica, assim como os títulos que estejam protegidos pelo direito autoral e sejam suscetíveis de causar confusão ou associação, salvo com consentimento do autor ou titular;

XVIII – termo técnico usado na indústria, na ciência e na arte, que tenha relação com o produto ou serviço a distinguir;

XIX – reprodução ou imitação, no todo ou em parte, ainda que com acréscimo, de marca alheia registrada, para distinguir ou certificar produto ou serviço idêntico, semelhante ou afim, suscetível de causar confusão ou associação com marca alheia;

XX – dualidade de marcas de um só titular para o mesmo produto ou serviço, salvo quando, no caso de marcas de mesma natureza, se revestirem de suficiente forma distintiva;

XXI – a forma necessária, comum ou vulgar do produto ou de acondicionamento, ou, ainda, aquela que não possa ser dissociada de efeito técnico;

XXII – objeto que estiver protegido por registro de desenho industrial de terceiro; e

XXIII – sinal que imite ou reproduza, no todo ou em parte, marca que o requerente evidentemente não poderia desconhecer em razão de sua atividade, cujo titular seja sediado ou domiciliado em território nacional ou em país com o qual o Brasil mantenha acordo ou que assegure reciprocidade de tratamento, se a marca se destinar a distinguir produto ou serviço idêntico, semelhante ou afim, suscetível de causar confusão ou associação com aquela marca alheia.

Seção III
Marca de Alto Renome

Art. 125. À marca registrada no Brasil considerada de alto renome será assegurada proteção especial, em todos os ramos de atividade.

Seção IV
Marca Notoriamente Conhecida

Art. 126. A marca notoriamente conhecida em seu ramo de atividade nos termos do art. 6º bis (I), da Convenção da União de Paris para Proteção da Propriedade Industrial, goza de proteção especial, independentemente de estar previamente depositada ou registrada no Brasil.

§ 1º A proteção de que trata este artigo aplica-se também às marcas de serviço.

§ 2º O INPI poderá indeferir de ofício pedido de registro de marca que reproduza ou imite, no todo ou em parte, marca notoriamente conhecida…”